No dia 06/06 acontecerá em Friburgo a Oficina
Regional de Saúde da População LGBT. A Oficina tem como proposta sensibilizar e qualificar profissionais
de saúde e representantes da Sociedade Civil sobre ações de saúde que atendam à
população LGBT, conforme preconiza a Política Nacional de Saúde da População
LGBT e o programa Rio Sem Homofobia. O evento conta com a parceria da
Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos
da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos do RJ e com a
ONG Arco-Íris e constitui-se uma ação prevista na Programação Anual de Saúde
2013. Essa é mais uma das ações voltadas à consolidação dos direitos da
população LGBT na saúde, realizada pela Câmara Técnica LGBT da Secretaria de
Estado de Saúde do Rio de Janeiro em conjunto com a Gestão Participativa.
Um canal de comunicação entre usuários do SUS e Gestores do Estado do Rio de Janeiro
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Oficina: Mulher Gestante com Doença Falciforme
A Assessoria Técnica de Gestão Estratégica e
Participativa em parceria com a Superintendência de Atenção Básica vai realizar
a Oficina de Atenção à Mulher Gestante com Doença Falciforme no dia 06 de junho de 2013. Esta
Oficina foi uma demanda do Comitê
Técnico Estadual de Saude da População Negra e tem como
objetivo fazer uma discussão técnica com profissionais de saúde da Secretaria
de Estado de Saúde do Rio de Janeiro para elaboração de um protocolo de
atendimento a mulher com Doença Falciforme no Estado do Rio de Janeiro.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
Ciclo de Encontros Regionais encerrado com sucesso
No dia 21 de maio aconteceu o último Encontro
Regional de Gestão Estratégica e Participativa, em Itaperuna. O Encontro reuniu
duas Regiões de Saúde- Norte e Noroeste e registrou ampla participação de
Secretários Municipais de Saúde e profissionais.
Gestores e Profissionais de Saúde das nove
Regiões de Saúde do Estado tiveram a oportunidade de conhecer como a Gestão
Participativa trabalha na Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro
juntamente com os seus componentes, e foram estimulados a pensar ações em seus municípios com base na Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa.
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| Profissionais e Gestores presentes no Encontro |
Esses Encontros se constituem uma das ações
previstas na Programação Anual de Saúde 2013 e aconteceram em parceria com a
Assessoria de Humanização e com a Superintendência de Atenção Básica.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Ciclo de Entrevistas: Doença Falciforme e a Saúde da População Negra
A doença falciforme é a doença hereditária mais comum no mundo e no nosso país (Manual da Anemia Falciforme para a População, Ministério da Saúde, 2007). Resumidamente, ela ocorre por conta de uma mutação da hemoglobina, que, ao invés de arredondada, toma a forma de foice, tendo por isso dificuldade de circular livremente pelo corpo, ocasionado dores, em especial nos ossos, além de sintomas tais como: ictericia, infecções de repetição, inchaço em pés e mãos de bebês, ulceras nas pernas ou até mesmo derrames cerebrais em adultos. Devido à sua origem territorial (continente africano) ela é prevalente na população negra, embora não seja exclusiva deste grupo. Apesar da gravidade da doença a atenção de cuidados a ela é recente. (maiores informações sobre a doença pode ser encontrada em nossa biblioteca virtual, na aba "publicações" ou no folder disponível AQUI) Membro do Comitê Técnico de Saúde da População Negra na SES, o Médico Pediatra e Hematologista Paulo Ivo, é nosso entrevistado de hoje:
AGEP: Como surgiu seu interesse em atuar com
essa temática?
Paulo Ivo: Eu era pediatria generalista no IPPMG e o Ministério da Saúde credenciou a minha
instituição como Centro de Referência em Capacitação de Recursos Humanos em Doença Falciforme. A prof. Clelia Osório Berthier, coordenadora do centro na
época, me convidou para participar da equipe de pediatras assistente que iriam
atender as crianças com a doença Falciforme . Comecei atendendo, me envolvi com
as questões específicas da doença e suas dificuldades sociais e raciais, e assim
senti necessidade e desejo de fazer a especialização em Hematologia Pediátrica.
Me especializei no atendimento a estas crianças e assim hoje coordeno o Centro
de Referência
AGEP: Quais os principais desafios que os
portadores da doença enfrentam?
Paulo Ivo: O principal desafio ainda é a invisibilidade da doença na nossa sociedade , no
sistema de saúde e em todas as outras áreas de atuação como educação,
previdência, trabalho e etc. Além disto é impossível dissociar esta
invisibilidade do racismo institucional ainda muito cristalizado na sociedade.
Isto leva a uma assistência em saúde de má qualidade. Por outro lado o
desconhecimento técnico sobre a doença de vários profissionais de saúde do SUS
permite ainda taxas de mortalidade e morbidade muito elevadas. Apesar de
estarmos construindo uma rede de atenção à saúde de qualidade para esta pessoas
, os eventos agudos que promovem sofrimento, seqüelas e muitas vezes a morte
ocorre na rede de urgências e emergências cujo profissionais ainda não estão
capacitados para atender com qualidade estes pacientes .
AGEP: Onde e como a pessoa com Doença
Falciforme pode buscar informações e atendimento no Estado do Rio de
Janeiro?
Paulo Ivo: Hoje temos uma rede de ambulatório de atenção básica especializada,
descentralizada, pactuada na CIB em 2012, e coordenada pela política estadual de
atenção integral às pessoas com doença Falciforme que atende todas as crianças
diagnosticadas pela triagem Neonatal. Estas crianças são cadastradas no
hemocentro coordenador - Hemorio, e são acompanhadas nas unidades
descentralizadas por pediatras generalistas capacitados no IPPMG-UFRJ.
Anualmente estas crianças retornam ao HEMORIO para ações de saúde de maior
complexidade. Temos 30 municípios pactuados para terem ambulatórios com 23 em
funcionamento, com 1 ambulatório por município, exceto o do Rio de Janeiro que
tem 10 ambulatórios ( 1 por área programática). As informações podem ser
conseguidas no HEMORIO, no GT de doenca falciforme da SES ou na hemorrede.
AGEP: Qual a importância de se pensar em
políticas de saúde voltadas para a população com doença falciforme?
Paulo Ivo: Faz-se necessária uma política de saúde voltada para esta população por se
tratar de uma doença genuinamente ligada a etnia negra e portanto aos
afrodescendentes e por ser uma doença de incidência muito alta. No Rio de
Janeiro para cada 1200 fluminenses que nascem vivos, 01 tem Doença Falciforme.
Ela deve estar inserida numa preocupação maior que é a saúde da população negra,
segmento grande da nossa sociedade ainda muito vulnerável, marginalizado e que
mostra indicadores de iniqüidade em saúde bem graves. Por fim por se tratar de
doença genética as principais estratégias de ação são: diagnóstico precoce -
Triagem Neonatal e a inclusão destas pessoas diagnosticadas num Programa de
atenção integral. Este programa deve ser multiprofissional, humanizado,
descentralizado, e que trabalhe os riscos gerados pela doença através de uma
assistência qualificada, com educação em saúde, privilegiando a essência do
auto cuidado, medidas profiláticas e preventivas.
Paulo Ivo Cortez de Araújo é Hematologista pediátrico do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão
Gesteira da UFRJ, Coordenador do Centro de Referência em Capacitação de Recursos Humanos em Doença Falciforme no IPPMG - UFRJ, Coordenador do GT de doença Falciforme da SES RJ, Membro da Comissão de Assessoramento Técnico da Política de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme do Ministério da Saúde, Presidente do Comitê de Oncohematologia da Sociedade de Pediatria do Estado
do Rio de Janeiro e Membro titular da cadeira Kwaku Ohene Frempong da Academia Brasileira de Arte e Cultura Africana.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Região Metropolitana I e os desafios a serem enfrentados...
Mais um Encontro Regional de Gestão
Estratégica e Participativa aconteceu no dia 07 de maio. Dessa vez na Região
Metropolitana I, no município do Rio de Janeiro. Com isso, do total de 09 Regiões de Saúde, 07 já participaram dos encontros e tiveram a oportunidade de conhecer como a Gestão
Participativa trabalha junto aos seus componentes e parceiros como a
Humanização e a Atenção Básica, em nível de Estado. Poucos gestores de saúde da região
compareceram, mas a qualidade dos debates não foi comprometida.
Realizado no Rio's Presidente Hotel, o encontro contou também com a presença da responsável pela
Coordenação-Geral
de Apoio à Gestão Participativa e Controle Social do Ministério da Saúde, Kátia
Maria Barreto Souto, que destacou, dentre outras questões, a importância
do trabalho que o Rio de Janeiro está realizando quando leva a discussão das
políticas de equidade aos municípios.
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| Kátia Maria Barreto Souto, da Coordenação-Geral de Apoio à Gestão Participativa e Controle Social |
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| Plenária com os municípios da Metro I |
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| Debate acerca dos temas trazidos pelos municípios. |
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Encontros Regionais: Região Metropolitana I
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| Arte Naif de Aracy, imagem do Blog Ajur |
O próximo Encontro Regional de Gestão
Estratégica e Participativa será na Região Metropolitana I. O IV Encontro Regional de Gestão Estratégica
e Participativa acontecerá no dia 07 de Maio no Município do Rio de Janeiro. O evento prevê a participação de 40
profissionais de saúde entre gestores e técnicos indicados pelos respectivos
Secretários Municipais de Saúde. Aos nossos leitores poderão ver em breve aqui os informes do encontro.
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