quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Aconteceu....

Audiência pública sobre o extermínio da juventude negra na Alerj
Dia 19 de agosto, a Assessoria Tecnica de Gestão Estratégica e Participativa, esteve presente na ALERJ, a convite da presidência da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania. Carina Pacheco, representando a Gestão Estratégica e Participativa, prestou esclarecimentos sobre as ações da Secretaria de Estado de Saúde para enfrentamento dos indices de violência existentes na juventude negra. Apesar dos avanços continuamos a busca na melhoria da qualidade dos dados dos sistemas de saúde no Estado. Outros componentes da mesa: Daniel Cerqueira (do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - Ipea), Raquel Willadino (coordenadora da ONG Observatório de Favelas), Pedro Prata (Chefe de gabinete da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos), Alexandre de Souza (Coronel da PM - superintendente da Subsecretaria de Planejamento e Integração Operacional) e Raphael Calazans (do Fórum de Juventudes do Rio de Janeiro).

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Um Pouco de Poesia


Lucrécia Oriente é poeta e artesã. Na Secretaria de Estado de Saúde, todos a vemos um dia ou outro da semana, pois trabalha como ascensorista da Empresa LAPA, que presta serviços na sede da SES-RJ. É moradora do Bairro Rocha Miranda. Hoje publicamos uma poesia sua, lembrando que promover saúde é também valorizar a pessoa humana, seu pertencimento e valor. Este valor pode estar em qualquer pessoa que esteja ao nosso lado, se tivermos olhos que saibam olhar. 
Lucrécia


RACISMO
                de Lucrécia Oriente

Muitos tabus já foram quebrados
Mas não acabou a nossa luta
De acabar com o racismo
De uma sociedade mais justa
Justa com uma raça que muito contribuiu
Para o progresso desta nação
Que hoje se chama Brasil
São cotas em faculdades
Dificuldades para negros se tornou prioridade
Ainda existem demagogos que dizem que o racismo acabou
Mas será por que, os mais perseguidos
São os cidadãos de cor?
Respeitem a minha raça, pois ela tem muito valor
Na cor não está o caráter, mas sim no interior de cada ser
Meus respeitos raça negra
Eu faço parte de você!



quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Semana Mundial da Amamentação

Together por Kevin Williams (WAK)
A Semana Mundial do Aleitamento Materno segue até o dia 7 de agosto. Os cuidados da amamentação serão lembrados em mais de 170 países. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o objetivo é estimular a amamentação e melhorar a saúde de crianças menores de 5 anos em todo o mundo. É um momento de lembrar também a situação de mulheres negras, não apenas relativas às dificuldades para ter cuidados de pré-natal mas também condições de trabalho que prejudicam o cuidado adequado de amamentação de seus filhos. Vale a reflexão sobre desigualdades como as apontadas pelo Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil; 2009-2010: 
Segundo a PNAD de 2008, 40,9% das mulheres pretas & pardas acima de 40 anos de idade jamais haviam realizado mamografia em suas vidas, frente 26,4% das brancas na mesma situação. Das mulheres acima de 25 anos, 37,5% das pretas & pardas e 22,9% das brancas jamais haviam realizado exame clínico de mamas. No mesmo intervalo etário, 18,1% das pretas & pardas e 13,2% das brancas jamais haviam realizado o exame de Papanicolau. Do mesmo modo, de acordo com a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS) de 2006, dos partos realizados nos últimos cinco anos, segundo a cor ou raça da mãe, em 65,8% dos casos as gestantes brancas foram informadas para onde se dirigir no momento do parto, frente 58,7% das gestantes pretas & pardas. Das gestantes brancas, 20,4% puderam ficar com acompanhante no quarto, frente 14,3% das gestantes pretas & pardas. Entre as gestantes brancas, 46,6% tiveram os pelos pubianos raspados durante o parto, frente 33,2% das gestantes pretas & pardas. Passaram por lavagem intestinal, 23,6% das gestantes brancas e 19,4% das gestantes pretas & pardas. Fizeram exame ginecológico até dois meses após o parto, 46% das puérperas brancas e 34,7% das puérperas pretas & pardas.
Na página da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro há a programação de ações para a Semana Mundial de Amamentação nos bancos de leite estaduais. CLIQUE AQUI.



quarta-feira, 31 de julho de 2013

Ciclo de Entrevistas: A transexualidade e os desafios na saúde e na sociedade.

Entrevistada: Kathyla Katheryne Valverde. 
Musicista, transexual, niteroiense, moradora da cidade do Rio de Janeiro.

 

1) Como é o seu dia-a-dia em nossa sociedade? Quais as principais dificuldades que você enfrenta?
R: Bem, o meu dia-a-dia é de constante luta para quebrar os paradigmas do preconceito social e da discriminação. São olhares atravessados nas ruas, deboches, vergonha das pessoas, negação de meus direitos, entre outros. A minha maior dificuldade está relacionada à inserção no mercado de trabalho, isso porque, além de ser negra, sou mulher transexual, o que tem um peso diferente na hora de qualquer contratação. O que me parece, é que quando percebem isso, as portas se fecham. As pessoas me enxergam pela minha orientação sexual e não pela competência profissional que tenho.

2)  Quais os principais motivos que levam as Transexuais a procurarem os serviços de saúde?
R: São vários. Vai desde a necessidade de fazer mudanças corpóreas, como a hormonioterapia com acompanhamento endocrinológico, a colocação de próteses mamárias e de glúteo, até a cirurgia de trangenitalização com  acompanhamento ambulatorial regular.

3)  Como você vê o acesso das Transexuais ao processo transexualizador em nosso estado?
R: Eu vejo que o mesmo precisa passar por profunda reforma. O programa começou a funcionar no nosso estado em 2003 e temos em 2013, dez anos depois muitas pacientes aguardam esse tão sonhado procedimento que deveria se consumar com a emissão de um laudo psiquiátrico ao se completar 02 anos de acompanhamento no programa. A média de espera por esse serviço tem sido de 06 anos o que eu considero muito tempo de sofrimento para quem está aguardando, como é o meu caso há 05 anos nessa expectativa. Cabe ressaltar, que a Portaria 457 de 19 de Agosto de 2008 do Ministério da Saúde, em seu Art. 1º define - “Aprovar, na forma dos Anexos desta Portaria a seguir descritos, a Regulamentação do Processo Transexualizador no âmbito do Sistema Único de saúde – SUS”. Essa é uma reivindicação da classe, que está no relatório da 2ª Conferência Estadual LGBT de 2011: “Dar acesso às travestis e às transexuais para o atendimento em hormonioterapia, mudanças corporais (Próteses de mama, glúteo e todos os insumos necessários) e o acompanhamento de equipe multidisciplinar, independente de processo de trangenitalização.” Estamos batalhando para que, de acordo com a Política Nacional de Saúde Integral LGBT (2009), o Ministério da Saúde, junto ao Governo do Estado cumpra com suas responsabilidades e atribuição preconizadas na referida Política. Digo isso, porque até o momento o que nos tem sido é ofertado é precário.

4) O que você tem a dizer para as outras Travestis e Transexuais que recorrem a métodos agressivos à saúde na busca da transformação do seu corpo?
R: Como a própria pergunta sugere, todo “método agressivo” nos causa danos irreparáveis. Penso que a automutilação, o uso de silicone industrial e a hormonização sem a devida orientação médica, se constituem um enorme contrassenso com a nossa própria saúde. Temos que buscar acompanhamento hormonal com orientação médica, pois as transformações por essa via são progressivamente eficazes sem causar dano físico em comparação com o uso de silicone industrial, que pode migrar a médio/longo prazo para outras partes do corpo, deformando-o e causando uma dor crônica na região migrada. Entendo que esse processo de acompanhamento “progressivo” demanda tempo e informação e que nem todas as meninas tem acesso aos serviços, mas é fundamental que nos esforcemos para acontecer desta forma para evitarmos deformações e afastarmos o risco de morte.



sexta-feira, 21 de junho de 2013

Encontro Regional de Saúde das Populações do Campo e da Floresta da Baía da Ilha Grande reúne Profissionais de Saúde e Comunidades tradicionais


O Encontro teve a presença de profissionais de saúde dos três municípios que compõem a Região da Baía da Ilha Grande, além de representações das comunidades indígenas, quilombolas e caiçaras que habitam nessa região. Os profissionais tiveram a oportunidade de dialogar com as comunidades, que pontuaram suas maiores dificuldades no acesso a determinados serviços, não só na saúde, mas na educação, na cultura, na infraestrutura e no transporte.
A reflexão conjunta com os municipios
No Encontro elaborou-se uma proposta de agenda para encontros periódicos e mais frequentes entre Estado e Municípios para o fortalecimento dessas populações e o estabelecimento de linhas mais efetivas de cuidado às mesmas.
Representantes da SES e dos Municipios da Região




quarta-feira, 12 de junho de 2013

Encontro Regional Saúde das Populações do Campo e da Floresta - Baía da Ilha Grande

Dia 13/06 o município de Mangaratiba vai sediar o Encontro Regional de Saúde das Populações do Campo e da Floresta. O Evento é produto das discussões do Grupo de Trabalho Saúde das Populações do Campo e da Floresta, da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, que atendendo as disposições/orientações da Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo e da Floresta*, instituída pela Portaria n° 2.866, de 2 de dezembro de 2011, acompanha e apoia em âmbito estadual a implantação de ações que melhorem a qualidade de saúde e vida dessas populações.
Foto de Helena Cooper
Encontro Regional de Saúde das Populações 
do Campo e da Floresta

13/06 09 as 16h
MANGARATIBA– BIG
Hotel Porto Real– BR 101 km 450– Trecho Rio- Santos.

09:00– Café da Manhã
09:30- Abertura - Secretaria de Estado de Saúde, Secretarias Municipais de Saúde e Conselho Estadual de Saúde do RJ.
09:45– 10:15- Apresentação do trabalho do GT Campo e Floresta.
10:15h–11:15- Apresentação dos Municípios “ Acesso e Cuidados a População do Campo, da Floresta e das Águas”.
11:15– 12:00– Debate
12:00-13:00– Almoço
13:00– 15:00– Grupos de Trabalho para construção de Diagnóstico de Saúde Local.
15:00-16:00– Sistematização dos Grupos e Encerramento.

 
*“As populações do campo e da floresta são caracterizadas por povos e comunidades que têm seus modos de vida, produção e reprodução social relacionados predominantemente com a terra. Neste contexto estão os camponeses, sejam eles agricultores familiares, trabalhadores rurais assentados ou acampados, assalariados e temporários que residam ou não no campo. Estão ainda as comunidades tradicionais, como as ribeirinhas, quilombolas e as que habitam ou usam reservas extrativistas em áreas florestais ou aquáticas e ainda as populações atingidas por barragens, entre outras”. (Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo e da Floresta, 2011)