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| Audiência pública sobre o extermínio da juventude negra na Alerj |
Um canal de comunicação entre usuários do SUS e Gestores do Estado do Rio de Janeiro
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Aconteceu....
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Um Pouco de Poesia
Lucrécia Oriente
é poeta e artesã. Na Secretaria de Estado de Saúde, todos a vemos um
dia ou outro da semana, pois trabalha como ascensorista da Empresa LAPA,
que presta serviços na sede da SES-RJ. É moradora do Bairro Rocha
Miranda. Hoje publicamos uma poesia sua, lembrando que promover saúde é
também valorizar a pessoa humana, seu pertencimento e valor. Este valor
pode estar em qualquer pessoa que esteja ao nosso lado, se tivermos
olhos que saibam olhar.
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| Lucrécia |
RACISMO
de Lucrécia Oriente
Mas não acabou a nossa luta
De acabar com o racismo
De uma sociedade mais justa
Justa com uma raça que muito contribuiu
Para o progresso desta nação
Que hoje se chama Brasil
São cotas em faculdades
Dificuldades para negros se tornou prioridade
Ainda existem demagogos que dizem que o racismo acabou
Mas será por que, os mais perseguidos
São os cidadãos de cor?
Respeitem a minha raça, pois ela tem muito valor
Na cor não está o caráter, mas sim no interior de cada ser
Meus respeitos raça negra
Eu faço parte de você!
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Semana Mundial da Amamentação
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| Together por Kevin Williams (WAK) |
A Semana Mundial do Aleitamento Materno segue até o dia 7 de agosto. Os cuidados da amamentação serão lembrados em mais de 170 países. De
acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o objetivo é estimular
a amamentação e melhorar a saúde de crianças menores de 5 anos em todo o
mundo. É um momento de lembrar também a situação de mulheres negras, não apenas relativas às dificuldades para ter cuidados de pré-natal mas também condições de trabalho que prejudicam o cuidado adequado de amamentação de seus filhos. Vale a reflexão sobre desigualdades como as apontadas pelo Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil; 2009-2010:
Segundo a PNAD de 2008, 40,9% das mulheres pretas & pardas acima de 40 anos de idade jamais haviam realizado mamografia em suas vidas, frente 26,4% das brancas na mesma situação. Das mulheres acima de 25 anos, 37,5% das pretas & pardas e 22,9% das brancas jamais haviam realizado exame clínico de mamas. No mesmo intervalo etário, 18,1% das pretas & pardas e 13,2% das brancas jamais haviam realizado o exame de Papanicolau. Do mesmo modo, de acordo com a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS) de 2006, dos partos realizados nos últimos cinco anos, segundo a cor ou raça da mãe, em 65,8% dos casos as gestantes brancas foram informadas para onde se dirigir no momento do parto, frente 58,7% das gestantes pretas & pardas. Das gestantes brancas, 20,4% puderam ficar com acompanhante no quarto, frente 14,3% das gestantes pretas & pardas. Entre as gestantes brancas, 46,6% tiveram os pelos pubianos raspados durante o parto, frente 33,2% das gestantes pretas & pardas. Passaram por lavagem intestinal, 23,6% das gestantes brancas e 19,4% das gestantes pretas & pardas. Fizeram exame ginecológico até dois meses após o parto, 46% das puérperas brancas e 34,7% das puérperas pretas & pardas.
Segundo a PNAD de 2008, 40,9% das mulheres pretas & pardas acima de 40 anos de idade jamais haviam realizado mamografia em suas vidas, frente 26,4% das brancas na mesma situação. Das mulheres acima de 25 anos, 37,5% das pretas & pardas e 22,9% das brancas jamais haviam realizado exame clínico de mamas. No mesmo intervalo etário, 18,1% das pretas & pardas e 13,2% das brancas jamais haviam realizado o exame de Papanicolau. Do mesmo modo, de acordo com a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS) de 2006, dos partos realizados nos últimos cinco anos, segundo a cor ou raça da mãe, em 65,8% dos casos as gestantes brancas foram informadas para onde se dirigir no momento do parto, frente 58,7% das gestantes pretas & pardas. Das gestantes brancas, 20,4% puderam ficar com acompanhante no quarto, frente 14,3% das gestantes pretas & pardas. Entre as gestantes brancas, 46,6% tiveram os pelos pubianos raspados durante o parto, frente 33,2% das gestantes pretas & pardas. Passaram por lavagem intestinal, 23,6% das gestantes brancas e 19,4% das gestantes pretas & pardas. Fizeram exame ginecológico até dois meses após o parto, 46% das puérperas brancas e 34,7% das puérperas pretas & pardas.
Na página da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro há a programação de ações para a Semana Mundial de Amamentação nos bancos de leite estaduais. CLIQUE AQUI.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
Ciclo de Entrevistas: A transexualidade e os desafios na saúde e na sociedade.
Entrevistada: Kathyla Katheryne Valverde.
Musicista, transexual, niteroiense, moradora da cidade do Rio de Janeiro.
1) Como é o seu dia-a-dia em nossa sociedade? Quais as principais dificuldades que você enfrenta?
R: Bem, o meu dia-a-dia é de constante luta para quebrar os paradigmas do preconceito social e da discriminação. São olhares atravessados nas ruas, deboches, vergonha das pessoas, negação de meus direitos, entre outros. A minha maior dificuldade está relacionada à inserção no mercado de trabalho, isso porque, além de ser negra, sou mulher transexual, o que tem um peso diferente na hora de qualquer contratação. O que me parece, é que quando percebem isso, as portas se fecham. As pessoas me enxergam pela minha orientação sexual e não pela competência profissional que tenho.
2) Quais os principais motivos que levam as Transexuais a procurarem os serviços de saúde?
R: São vários. Vai desde a necessidade de fazer mudanças corpóreas, como a hormonioterapia com acompanhamento endocrinológico, a colocação de próteses mamárias e de glúteo, até a cirurgia de trangenitalização com acompanhamento ambulatorial regular.
3) Como você vê o acesso das Transexuais ao processo transexualizador em nosso estado?
R: Eu vejo que o mesmo precisa passar por profunda reforma. O programa começou a funcionar no nosso estado em 2003 e temos em 2013, dez anos depois muitas pacientes aguardam esse tão sonhado procedimento que deveria se consumar com a emissão de um laudo psiquiátrico ao se completar 02 anos de acompanhamento no programa. A média de espera por esse serviço tem sido de 06 anos o que eu considero muito tempo de sofrimento para quem está aguardando, como é o meu caso há 05 anos nessa expectativa. Cabe ressaltar, que a Portaria 457 de 19 de Agosto de 2008 do Ministério da Saúde, em seu Art. 1º define - “Aprovar, na forma dos Anexos desta Portaria a seguir descritos, a Regulamentação do Processo Transexualizador no âmbito do Sistema Único de saúde – SUS”. Essa é uma reivindicação da classe, que está no relatório da 2ª Conferência Estadual LGBT de 2011: “Dar acesso às travestis e às transexuais para o atendimento em hormonioterapia, mudanças corporais (Próteses de mama, glúteo e todos os insumos necessários) e o acompanhamento de equipe multidisciplinar, independente de processo de trangenitalização.” Estamos batalhando para que, de acordo com a Política Nacional de Saúde Integral LGBT (2009), o Ministério da Saúde, junto ao Governo do Estado cumpra com suas responsabilidades e atribuição preconizadas na referida Política. Digo isso, porque até o momento o que nos tem sido é ofertado é precário.
4) O que você tem a dizer para as outras Travestis e Transexuais que recorrem a métodos agressivos à saúde na busca da transformação do seu corpo?
R: Como a própria pergunta sugere, todo “método agressivo” nos causa danos irreparáveis. Penso que a automutilação, o uso de silicone industrial e a hormonização sem a devida orientação médica, se constituem um enorme contrassenso com a nossa própria saúde. Temos que buscar acompanhamento hormonal com orientação médica, pois as transformações por essa via são progressivamente eficazes sem causar dano físico em comparação com o uso de silicone industrial, que pode migrar a médio/longo prazo para outras partes do corpo, deformando-o e causando uma dor crônica na região migrada. Entendo que esse processo de acompanhamento “progressivo” demanda tempo e informação e que nem todas as meninas tem acesso aos serviços, mas é fundamental que nos esforcemos para acontecer desta forma para evitarmos deformações e afastarmos o risco de morte.
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Encontro Regional de Saúde das Populações do Campo e da Floresta da Baía da Ilha Grande reúne Profissionais de Saúde e Comunidades tradicionais
O Encontro teve a presença de profissionais
de saúde dos três municípios que compõem a Região da Baía da Ilha Grande, além
de representações das comunidades indígenas, quilombolas e caiçaras que habitam
nessa região. Os profissionais tiveram a oportunidade de
dialogar com as comunidades, que pontuaram suas maiores dificuldades no acesso
a determinados serviços, não só na saúde, mas na educação, na cultura, na
infraestrutura e no transporte.
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| A reflexão conjunta com os municipios |
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| Representantes da SES e dos Municipios da Região |
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Encontro Regional Saúde das Populações do Campo e da Floresta - Baía da Ilha Grande
Dia 13/06 o município
de Mangaratiba vai sediar o Encontro Regional de Saúde das Populações do Campo
e da Floresta. O Evento é
produto das discussões do Grupo de Trabalho Saúde das Populações do Campo e da Floresta,
da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, que
atendendo as disposições/orientações da Política
Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo e da Floresta*, instituída
pela Portaria n° 2.866, de 2 de dezembro de 2011, acompanha e apoia em âmbito estadual a implantação de ações que melhorem
a qualidade de saúde e vida dessas populações.
Encontro Regional de
Saúde das Populações
do Campo e da Floresta
13/06 09 as 16h
MANGARATIBA– BIG
MANGARATIBA– BIG
Hotel Porto Real– BR 101 km 450– Trecho Rio- Santos.
09:00– Café da Manhã
09:30- Abertura - Secretaria de Estado de Saúde, Secretarias Municipais de Saúde e Conselho Estadual de Saúde do RJ.
09:45– 10:15- Apresentação do trabalho do GT Campo e Floresta.
10:15h–11:15- Apresentação dos Municípios “ Acesso e Cuidados a População do Campo, da Floresta e das Águas”.
11:15– 12:00– Debate
12:00-13:00– Almoço
13:00– 15:00– Grupos de Trabalho para construção de Diagnóstico de Saúde Local.
15:00-16:00– Sistematização dos Grupos e Encerramento.
15:00-16:00– Sistematização dos Grupos e Encerramento.
*“As populações do
campo e da floresta são caracterizadas por povos e comunidades que têm seus
modos de vida, produção e reprodução social relacionados predominantemente com
a terra. Neste contexto estão os camponeses, sejam eles agricultores
familiares, trabalhadores rurais assentados ou acampados, assalariados e
temporários que residam ou não no campo. Estão ainda as comunidades
tradicionais, como as ribeirinhas, quilombolas e as que habitam ou usam
reservas extrativistas em áreas florestais ou aquáticas e ainda as populações
atingidas por barragens, entre outras”. (Política
Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo e da Floresta, 2011)
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